Ganhar fora de casa, por que não? “Vamo cair pra dentro!”
Boa tarde, torcida alvinegra!
Se ‘Botafogo x Avaí’ foi uma partida que pecou pelo planejamento logístico e pelo resultado, ao menos ficaram valendo a raça e a determinação na busca do empate. Este é o mesmo empenho que os torcedores esperam hoje contra um dos adversários mais difíceis fora de casa: o Cruzeiro, no Mineirão. Se na partida anterior contamos com os desfalques de Marquinhos, Muriqui e Éltinho do lado dos avaianos, aparentemente os “santos” continuam do nosso lado: enquanto Kléber teve que passar por uma cirurgia e provavelmente não volta mais esse ano aos gramados, foi a vez de Wellington Paulista sentir durante a semana e ficar afastado do jogo de daqui a pouco. Além disso, o lateral-meia Gilberto está suspenso por três cartões amarelos e os zagueiros Leonardo Silva e Leo Fortunato seguem machucados.
O Adversário
Defesa
Se o Bota não contará com a zaga titular, o mesmo será visto na equipe cruzeirense. O setor defensivo, com a liberdade dada aos laterais desde o início do ano, mantém seu ferrolho no meio de campo, com três volantes, o que caracteriza o time mineiro pela combatividade, de pegada forte no meio de campo e que busca sempre a posse de bola.
Do goleiro aos volantes, a formação será: Fábio; Jonathan, Gil, Thiago Heleno (Claudio Caçapa) e Diego Renan; Henrique, Fabrício e Marquinhos Paraná.
Apesar de à primeira vista aparentar-se um time defensivo, os volantes participam bastante do jogo e constantemente sobem ao ataque. Fabrício e Henrique são muito bons no chute de longa distância, e o primeiro também sobe bem nas cabeceadas. Marquinhos Paraná é o principal ladrão de bolas do Cruzeiro, e atua numa posição semelhante a que Ramires ocupava, como um terceiro homem de meio de campo com liberdade maior que a de seus companheiros.
Ataque
O trio a ser visto na frente de ataque celeste deverá ser composto por Leandro Lima, Soares e Thiago Ribeiro. A principal qualidade dos três está baseada na velocidade e técnica.
Leandro joga mais recuado, como meia de habilidade que finaliza bem da entrada da área e é especialista nas “tabelinhas” entre os zagueiros adversários. Vindo do Porto (Portugal), quer provar para si mesmo que a promessa do São Caetano pode se concretizar. Os dois atacantes não são centroavantes de origem e irão revezar no comando ofensivo, procurando confundir a desentrosada zaga alvinegra. Se Thiago tem 21 jogos e 4 gols, e já foi alvo de vaias da torcida, Soares com 10 partidas ainda não balançou a rede no Brasileirão. Há ainda a hipótese de Guerrón entrar, mas o equatoriano não mostrou a que veio até o momento. Na LDU era praticamente um ponta direita, e longe dali não tem conseguido produzir. A pouca versatilidade provavelmente o deixará no banco. O que pode se esperar, sem sombra de dúvida, é muita vontade em busca da vaga no time titular.
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Como time de melhor campanha do segundo turno até o início da rodada, enfrentar o Cruzeiro no Mineirão é mais um teste à eficiência do esquema com três atacantes, que se mostrou total no Serra Dourada com o Goiás. Se der certo, mais fôlego na fuga do rebaixamento e um prêmio à ousadia de Estevam Soares, tão ausente no futebol atual.
Saudações Alvinegras!
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