Bom dia, amigo botafoguense.
A coluna de hoje retrata uma das seis “guerras” que serão os jogos até o fim do campeonato. E essa será uma das mais duras: o Internacional, no Beira-Rio. Se acham a tarefa difícil, ainda há mais motivos para preocupação: Alessandro, Renato, Reinaldo e Jônatas estão suspensos. Dos três, apenas o segundo não começara de titular contra o Náutico, rodada passada. Em compensação, Lúcio Flávio volta ao time(o que para alguns torcedores não é tão bom assim). A maior lembrança que tenho do confronto é o Brasileiro de 2007, no qual vencemos fora, com direito a um golaço por cobertura de André Lima. Que isso se repita logo mais! Mas vamos a nosso objetivo maior, o estudo do adversário.
O Adversário – Internacional
Defesa
O goleiro é Lauro, que está longe de ser unanimidade no clube. Alternando boas atuações com algumas defesas (ou “frangos”) bizarras, são 27 jogos como titular e apenas 26 defesas difíceis, o menor número entre todos os goleiros titulares da série A.
A defesa será formada por 4 zagueiros de origem e apenas um lateral de ofício. Pela falta de boas opções de lateral direito no mercado não só brasileiro, mas mundial, o Inter segue uma tendência europeia: a de colocar zagueiros nas laterais.
Dentre as opções táticas de Mário Sérgio, eis os possíveis cenários:
• Um 4-4-2 com uma linha de 4 zagueiros atrás, na qual Danilo Silva fecharia o flanco direito e Fabiano Eller o esquerdo, com Bolivar e Índio como dupla de área, e Kléber como mais um meia ao lado de D´Alessandro;
• Um 4-4-2 com a saída de Danilo e a colocação de Bolívar como lateral direito, Kléber lateral esquerdo e Andrezinho como o outro meia;
• Um 3-5-2, com Kléber como ala esquerdo ofensivo e Danilo como um ala mais preso pela direita.
Meio de campo
De qualquer forma, o meio de campo colorado terá como base Sandro – cabeça de área que vem sendo presença constante na lista de Dunga, Guiñazu – volante símbolo de raça e maior ídolo dos gaúchos, e D´Alessandro –meia armador que apesar do gol no clássico contra o Grêmio vem sofrendo bastantes críticas, por uma certa displicência e suposta falta de interesse nos jogos. Todos os três tem qualidade no toque de bola e municiarão a dupla de atacantes com lançamentos , cruzamentos e penetrações pelo meio. Quanto ao posicionamento defensivo, Sandro fecha pelo lado direito e Guiñazu pelo esquerdo, fazendo a cobertura dos alas do esquema. Andrezinho, se titular, jogará como um apoiador mais centralizado, e D´Alessandro ocupará a meia direita, com Kléber chegando constantemente pela esquerda.
Ataque
O ataque do Inter será formado por Alecsandro e Alan Kardec. Dois centroavantes, um que vem como artilheiro do clube no Brasileirão, com 12 gols, e deve ter mais liberdade para sair da grande área, enquanto outro que acaba de voltar do Mundial Sub-20, no qual foi o artilheiro da seleção, e que possui como principal característica o forte jogo aéreo. Com isso, Taison fica no banco de reservas, o que seria uma espécie de castigo para a revelação, que está em fase muito abaixo da do início do ano em que era reconhecido pelos dribles e faro de gol.
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Após a vitória contra o Náutico, três pontos nos afastam do Z-4. Muito pouco, já que temos menos número de vitórias que os adversários logo abaixo de nós. Arrancar um empate fora de casa já seria um excelente resultado, pois nos manteríamos fora da zona dos quatro últimos e com a partida posterior em casa, contra o Coritiba.
Bom jogo, pessoal!
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Este tipo de artigo deve ser lido sempre pelos técnicos que dirigem o Botafogo. Estou seguro que o nosso Estavam leu com atenção cada informação antes de colocar o nosso time em campo. A vitória mostrou segurança e nos deu mais confiança para outras partidas. Tão importante, no entanto, quanto decifrar o adversário, é tentar decifrar alguns dos nossos combatentes. A instabilidade de alguns jogadores, alternando boas e más partidas, é sempre um ponto vulnerável. Se fosse possível clonar – nesse momento – estou seguro de que a maioria de nós desejaria, pelo menos, 10 Guerreiros em campo. Somente o Leandro consegue, além da garra habitual, a estabilidade necessária. É fácil decifrar o que ele fará em campo.